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Regional – Fonte IBGE - Base: Outubro de 2012

 

Produção industrial cresce em sete dos 14 locais pesquisados em outubro

 

Em outubro de 2012, já descontadas as influências sazonais, os índices regionais da produção industrial apontaram crescimento em sete dos 14 locais pesquisados, com destaque para os avanços mais acentuados registrados por Goiás (15,5%), eliminando o recuo de 3,7% assinalado no mês anterior, e Espírito Santo (12,3%), que interrompeu três meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou perda de 6,6%. Pará (3,1%), Rio de Janeiro (3,0%), Minas Gerais (2,8%), Paraná (2,2%) e São Paulo (1,6%) completaram o conjunto de locais que apontaram resultados positivos nesse mês. Por outro lado, Pernambuco, com recuo de 7,9%, Região Nordeste (-5,8%), Rio Grande do Sul (-5,4%), Amazonas (-3,5%) e Ceará (-3,1%) registraram as quedas mais intensas, enquanto Bahia (-1,4%) e Santa Catarina (-0,3%) assinalaram perdas mais moderadas.

 

A evolução do índice de média móvel trimestral para o total nacional mostrou variação positiva de 0,6% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior e manteve a trajetória ascendente iniciada em julho último. Em termos regionais, ainda em relação a esse índice na margem, nove dos 14 locais pesquisados também apontaram resultados positivos em outubro, com destaque para os avanços registrados em Goiás (7,5%), Minas Gerais (2,0%), Pará (1,9%), Espírito Santo (1,8%) e São Paulo (1,2%). Por outro lado, os maiores recuos foram apontados por Pernambuco (-3,1%), Ceará (-1,9%) e Região Nordeste (-1,7%).

 

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Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial nacional cresceu 2,3% em outubro de 2012, com sete dos 14 locais pesquisados apontando expansão na produção. Vale citar que outubro de 2012 (22 dias) teve dois dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (20). Nesse mês, os avanços mais intensos foram registrados por Goiás (16,7%) e Minas Gerais (9,9%), impulsionados em grande parte pelo comportamento positivo dos setores de produtos químicos (medicamentos), no primeiro local, e de veículos automotores (automóveis), no segundo. Espírito Santo (4,0%), São Paulo (3,1%) e Pará (2,5%) completaram o conjunto de locais que assinalaram expansões mais intensas do que a da média nacional, enquanto Santa Catarina (1,2%) e Bahia (1,0%) mostraram avanços mais moderados. Por outro lado, Amazonas (-11,4%) apontou o recuo mais acentuado, pressionado em grande parte pelo comportamento negativo na produção dos setores de alimentos e bebidas (preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas) e outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças). Os demais resultados negativos foram observados no Rio Grande do Sul (-6,3%), Pernambuco (-5,7%), Paraná (-5,4%), Ceará (-5,0%), Região Nordeste (-2,8%) e Rio de Janeiro (-2,2%).

 

No indicador acumulado para o período janeiro-outubro de 2012, a redução na produção atingiu nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (-7,5%), Rio de Janeiro (-6,2%), Espírito Santo (-5,8%), São Paulo (-4,4%) e Rio Grande do Sul (-3,6%) que apontaram quedas acima da média nacional (-2,9%). Santa Catarina (-2,9%), Ceará (-2,5%), Paraná (-1,3%) e Pará (-0,6%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos dez meses de 2012. Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado pelos setores relacionados à redução na fabricação de bens de consumo duráveis (motos, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, telefones celulares, relógios e automóveis) e de bens de capital (especialmente para equipamentos de transporte e para construção), além da menor produção vinda dos setores extrativos (minérios de ferro), têxtil, vestuário e metalurgia básica. Por outro lado, Goiás (5,0%), Bahia (2,3%), Pernambuco (1,9%), Região Nordeste (1,1%) e Minas Gerais (1,0%) assinalaram os resultados positivos no índice acumulado no ano.

 

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No índice acumulado nos últimos 12 meses, o total nacional, ao passar de -3,1% em setembro para -2,7% em outubro, interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%). Em termos regionais, oito dos 14 locais pesquisados também mostraram taxas negativas em outubro de 2012, com destaque para as perdas observadas no Amazonas (-6,1%), Rio de Janeiro (-5,6%), São Paulo (-4,4%), Espírito Santo (-3,9%), Santa Catarina (-3,8%), Rio Grande do Sul (-3,2%) e Ceará (-3,2%), enquanto Goiás (6,4%), Pernambuco (2,0%), Paraná (1,5%) e Bahia (1,2%) assinalaram as principais expansões.

 

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

 

Ricardo Bergamini
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